Música Teatral

meninas estranhas falam dialectos estrangeiros”

Variações – Cultura Emergente (Julho 2019)

As coisas são sempre as mesmas, independentemente do nome que lhes damos; as emoções e os sentimentos também. Gostamos de as vestir com palavras, denominações que não são mais que roupagens, e essas vão variando consoante a língua que usamos. Mas e se a nossa linguagem não se circunscrevesse a uma língua, e antes se fundisse também com Música, com Teatro e com Movimento? 

Em meninas estranhas falam dialectos estrangeiros somos confrontados com o sentimento de desajuste que decorre da transição para a vida adulta, num mundo cada vez mais polarizado. Mas este confronto, embora nascido da palavra, acontece numa linguagem muito mais ampla, em que o grotesco pode ser belo e o aprazível esconde não raras vezes um inconformismo que lateja. Aqui a Música, assim como a palavra, surge como consequência da emoção, em primeiro lugar, e depois do gesto, numa simbiose que  lhes esbate os contornos, e que dilui as fronteiras daquilo que nos habituamos a compartimentar e engavetar. Uma estranheza que se vai enquistando em nós, que ressoa, que fala. 

“Humanário” (Rui Horta)

GUIDANCE – Festival Internacional de Dança Contemporânea (Fevereiro 2018)

“No Humanário procurei um encontro com pessoas, com a comunidade – o outro, aquele que me diz algo e que eu quero descobrir. Fiz uma audição com um único mote: encontrar pessoas que soubessem ou quisessem cantar e não tivessem receio de estar em cena. Por isso o meu cúmplice neste projeto foi um jovem maestro, o Tiago Simães. Encontrei um grupo totalmente inesperado, muito jovem e integrando desde amadores a profissionais”

Rui Horta ao DN

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